
Solidão
Sentado num canto escuro
Com whisky e um cigarro na mão
Encaro a minha solidão
Num papel de parede negro
No canto das ilusões
No campo das contradições
Em silenciosa percepção
Oscilando entre cores vivasE tons neutros
Numa flâmula em chamas
Inflamando o pulsar da rosa
Encarando a percepção do olhar
E no lenço das contradições
Colhi os frutos da tempestade
E no abismo em que me atirei
Sequer vi seu último sorriso
E queira isso ser bom
Num dia cinza e escuro
Encostado nos meus pensamentos
Dei adeus a minha solidão
E com ela nasceu o sol
E eu vi novamente o brilho
Num papel de parede azul
No canto dos sonhos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário